O que é o Bruxismo?

O Buxismo é um hábito parafuncional de ranger os dentes e constitui um dos mais difíceis desafios para tratamento pela Odontologia, sendo que a dificuldade para sua resolução aumenta de acordo com a gravidade do desgaste dentário produzido.

O esmalte dentário é o primeiro a receber os prejuízos do Bruxismo, e o desgaste anormal dos dentes é o sinal mais frequente da anomalia funcional. O padrão de desgaste dental do Bruxismo prolongado é, repetidamente, não uniforme e mais severo nos dentes anteriores.

A importância do Bruxismo ainda se deve à sua relação com a dor muscular da articulação temporomandibular e alguns tipos de cefaleias (dores de cabeça).

Pode ser definido como um hábito anormal que consiste em movimentos involuntários ritmados e espasmódicos de ranger ou apertar os dentes, ocorrendo normalmente durante o sono. O apertamento dentário é chamado pelos Norte-americanos de clenching e também causa desgaste dentário, menos severo, porém maiores distúrbios musculares.

Alguns autores dividem o termo Bruxismo em cêntrico, ato de apenas apertar os dentes, ou excêntrico, onde além de apertar os dantes há também o ranger dos dentes, porém, ambos sempre involuntários.

Há discrepância sobre a definição precisa do Bruxismo, alguns autores definindo-o como atividade parafuncional diurna ou noturna e outros alegando-o exclusivamente durante o sono. De modo geral diz-se Bruxomania para definir esse movimento de apertar, ou ranger dos dentes, quando a pessoa se encontra acordada.

É importante destacar, para entendimento conceitual, que o Bruxismo não é necessariamente uma doença. Trata-se mais de uma disfunção. É perfeitamente possível que alguns portadores de Bruxismo não tenham maiores consequências para o sistema mastigatório. O aspecto mórbido ou doentio pode ser pensado quando este hábito funcional leva à algum prejuízo do sistema mastigatório ou desencadeia sintomas de desordens temporomandibulares, como por exemplo, a artrite temporomandibular.

Existe tratamento para o Bruxismo. Consulte-nos para obter maiores informações.

Texto publicado no Jornal Gazeta do Povo e gentilmente cedido pelo Dr. Éber Stevão CROPR 7861

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